Conhecido pela sua inflamação, a apendicite aguda, o apêndice cecal ou apêndice vermiforme é um pequeno tubo de 6 a 12 cm, que parte do início intestino grosso, na região inferior direita do abdômen.

Os seres humanos e os macacos são os únicos seres vivos que possuem apêndice. Não se sabe ao certo qual é a sua função, mas parece se tratar do resquício de uma estrutura linfática que teria perdido sua função durante a evolução humana. Ou seja, possuiria a função de defesa orgânica, semelhante à amígdala.

 

Qual a causa da apendicite?

Também não podemos apontar com exatidão a causa da apendicite aguda, mas a inflamação geralmente ocorre quando há obstrução da luz do apêndice por material fecal, mais comum em crianças, adolescentes e jovens. Essa obstrução causaria a proliferação bacteriana excessiva dentro do apêndice com formação de gases e aumento da pressão e, eventualmente, ruptura da sua parede com o extravasamento de fezes para dentro da cavidade abdominal e essa poderia ser a origem da inflamação.

 

Quais são os sintomas?

Os sintomas mais comuns são mal estar e dor na boca do estômago, perda de apetite, náuseas e vômitos e algumas vezes pode ocorrer a evacuação de fezes um pouco mais amolecidas que o normal, mas em pequena quantidade. Posteriormente a dor se localiza do lado direito e inferior do abdome e pode ter forte intensidade. Febre não é comum, mas quando acontece, geralmente não é febre alta.

Um dos fatores que dificulta o diagnóstico é a automedicação. O uso de anti-inflamatórios e antibióticos pode mascarar o quadro clínico e fazer com que o paciente procure atendimento tardiamente, por isso fique atento!

 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da apendicite aguda é inicialmente baseado na história clínica e no exame físico, que muitas vezes pode mostrar dor localizada no lado direito e inferior do abdome.  Tanto os exames laboratoriais, quanto a ultrassonografia ou a tomografia de abdome podem ser indicadores para o diagnóstico da apendicite, mas possuem algumas limitações e restrições físicas.

A laparoscopia diagnóstica, que é o método pelo qual o médico passa uma pequena câmera pelo umbigo do paciente que tem que ser anestesiado (anestesia geral), permite a visualização direta do apêndice e o diagnóstico diferencial com outras patologias como infecção ou inflamação das tubas, dos ovários e do útero, doença de crohn, diverticulite de ceco, diverticulite de meckel, endometriose, ruptura de cistos ovarianos e gastroenterocolites infecciosas, entre outros.

 

Qual é o tratamento?

O tratamento da apendicite aguda requer hospitalização, o uso de antibióticos e é sempre cirúrgico, podendo ser realizado da forma convencional e por laparoscopia (apendicectomia laparoscópica), que é o método de escolha quando está disponível. O desafio no tratamento é fazer o diagnóstico e a cirurgia o mais rápido possível. O tempo de hospitalização pode variar de menos de 24 horas nos casos iniciais a vários dias, nos casos onde já há pus e fezes na cavidade, comum nos pacientes mais debilitados, mais idosos e com doenças crônicas degenerativas.

Atenção! A apendicite aguda pode levar à morte de pacientes quando não tratados de forma adequada, por isso, se você tem dor abdominal como descrito acima, procure logo atendimento médico e não tome medicamentos por conta-própria!

 

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