Muito além da discussão sobre padrões estéticos, a obesidade se tornou um grave problema de saúde pública. Segundo dados divulgados pelo Ministério de Saúde, a obesidade no Brasil  já atinge 18,9% da população. Em 2006, a média era de 11,8% – um aumento expressivo em pouco mais de uma década. O excesso de peso entre os brasileiros também cresceu 26,3% no mesmo período.

Considerada uma doença crônica de múltiplos fatores, a obesidade também pode acarretar outros graves problemas de saúde com hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, além de problemas físicos como artrose, pedra na vesícula, artrite, cansaço, refluxo esofágico, tumores de intestino e de vesícula. Por este motivo, ela precisa ser diagnosticada e tratada o quanto antes, seja através de atividades físicas, dieta, cirurgia ou medicamentos.

O diagnóstico é relativamente simples e é feito através do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), que é a o peso do indivíduo dividido pela sua altura ao quadrado. Adultos com índices maiores que 25 kg/m2 são considerados acima do peso e índices maiores que 30 kg/m2, são considerados obesos.

De acordo com a classificação indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a classificação do grau de obesidade do paciente também é muito importante na escolha do tipo de tratamento, clínico ou cirúrgico. É considerada obesidade leve (classe 1 – IMC 30 a 34,9 kg/m2), moderada (classe 2 – IMC 35 a 39,9 kg/m2) e grave ou mórbida (classe 3 – IMC ≥ 40 kg/m2). Há indicação para a cirurgia se o IMC tem valor acima de 40 ou valor entre 35 e 40 quando o paciente tem as doenças associadas à obesidade, o que comumente chamamos de comorbidades (hipertensão, diabetes, cardiopatias, disfunções respiratórias, entre outras).

Conhecida também como cirurgia bariátrica, a cirurgia de redução do estômago é recomendada quando avaliado que a obesidade já chegou a um nível tão crítico que as atividades físicas e reeducação alimentar, de forma isolada, não proporcionam resultados satisfatórios para a melhora de qualidade de vida do paciente, sendo necessário uma intervenção médica.

É fundamental que o paciente seja avaliado por um endocrinologista, que vai descartar as patologias endocrinológicas que eventualmente estejam levando o paciente à obesidade, a avaliação psicológica, onde o psicólogo vai orientá-lo sobre as mudanças que podem ocorrer no seu humor, alterações de ansiedade, depressão e possíveis quadros compulsivos depois da cirurgia, a avaliação nutricional, onde a nutricionista vai orientá-lo sobre a dieta pré e pós-operatória e a avaliação cardiológica, que determinará o risco cirúrgico do procedimento.

O mais importante é que exista, acima de tudo, conscientização do paciente de que a cirurgia é apenas uma parte do processo através do qual ele vai passar para perder peso. É apenas o ponta-pé inicial de longa jornada que mudará a sua vida para sempre.

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