Teste de sangue oculto é um tipo de exame de fezes, no qual se pretende verificar a presença de sangue nas fezes, mas numa quantidade muito pequena e que não seria perceptível examinando-as apenas a olho nu. Este é o motivo pelo qual chamamos o exame de pesquisa de sangue oculto.

 

Para que serve?

O exame é solicitado com o intuito de se fazer a profilaxia do câncer colorretal em populações de baixo risco para esta doença, porque tanto os tumores do intestino quanto os pólipos intestinais que são os seus precursores, podem eliminar pequenas quantidades de sangue nas fezes. O que pretendemos é fazer isso precocemente, mesmo antes que qualquer alteração seja percebida pelo paciente.

 

Qual a importância do teste?

O câncer colorretal é o segundo câncer mais comum em mulheres e o terceiro nos homens e a chance de cura chega a 95% quando você faz o diagnóstico de forma precoce!

 

Como é feito o exame?

Uma pequena quantidade de fezes é coletada em um recipiente fornecido pelo laboratório e encaminhado ao mesmo para a análise do material. Há alguns tipos de teste, mas os mais comuns são:

  • o que se baseia na substância guaiaco, que necessita de uma restrição dietética por três dias antes da coleta das fezes, diminuindo assim a chance de resultados falso positivos;
  • e o chamado teste imunoquímico, onde não há necessidade de dieta, porque utiliza um anticorpo que detecta uma proteína específica das células do sangue humano;

 

Quando deve ser feito?

A Sociedade Brasileira de Coloproctologia sugere o teste anualmente em indivíduos com mais de 50 anos, sem sintomas e sem histórico de câncer colorretal na família. Alguns trabalhos publicados recentemente têm demonstrado um aumento na incidência destes tumores em indivíduos cada vez mais jovens e, por isso, alguns países já têm sugerido idades menores para o início do rastreamento, o que em breve deve ser feito também aqui no Brasil.
Nos indivíduos com casos de câncer colorretal na família ou que apresentam sintomas que podem ser relacionados ao câncer intestinal, a colonoscopia deve ser o exame de escolha.

 

Atenção: esse exame não substitui a colonoscopia!

É muito importante entender que o teste se presta para a detecção precoce de pólipos e tumores em grandes populações e com baixo risco para o câncer colorretal.

 

São fatores de risco para o câncer colorretal:

  • idade acima de 50 anos;
  • história familiar de câncer de cólon e reto;
  • história pessoal pregressa de câncer de ovário, endométrio ou mama;
  • dieta com alto conteúdo de gordura e carne e baixo teor de cálcio e fibras;
  • obesidade e sedentarismo;
  • retocolite ulcerativa e doença de Crohn;
  • algumas condições hereditárias como a Polipose Adenomatosa Familiar (FAP) e o Câncer Colorretal Hereditário sem Polipose (HNPCC).

Em todas essas situações a realização da colonoscopia é fundamental!

 

Falso negativo

Não são todos os pólipos e tumores que sangram, por isso é possível termos um teste de sangue oculto negativo e ainda assim o paciente possuir um pólipo ou um tumor.

 

Baixa adesão

Infelizmente os trabalhos mostram que há uma baixa adesão na realização do exame oculto e também da colonoscopia. Falta de tempo para fazer o exame? Falta de entendimento da importância do exame para a detecção precoce das lesões?

 

O que fazer se o resultado for positivo?

Não há motivo para se desesperar, por que há várias situações onde podemos ter um resultado positivo, sem que isso signifique a presença de um câncer. Exemplos dessa situação são os casos de hemorroidas, úlceras, colite ulcerativa, doença de Crohn e doença diverticular.

E não adianta ficar repetindo o teste para confirmar se é positivo mesmo! Neste caso será imprescindível a realização da colonoscopia e eventualmente de uma endoscopia, dependendo do caso e da interpretação do seu médico.

 

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